Entrevista com Léo Nogueira

Olá, Léo Nogueira, prazer tê-lo em nosso site Toada.com.br. Agradecemos sua disponibilidade para registro do seu ofício de
letrista para a nossa música brasileira.

Érico Baymma: Como e quando você se sentiu legitimado como letrista? A questão do “legitimado” se refere a quando você sentiu que era bom nisso, que era isso, que mesmo quando você havia sido requerido para letras, você chegou a sentir “Ah, agora eu me sinto apropriado da linguagem lítero-musical e é o que irei fazer”.

Léo Nogueira: Na verdade, nunca me senti legitimado em nada. Comecei a fazer, como tudo na vida, sem saber bem o que estava fazendo nem o que queria. Quase casualmente, tive os primeiros ímpetos de escrever algo pensando em música em 1993, depois de assistir a um especial de Chico Buarque na Band, quando do lançamento de seu CD Paratodos. Nessa noite, embriagado (não etilicamente) desse maravilhoso buarqueano som, e justo depois de ver um duo dele com Daniela Mercury cantando Ela Desafinou, compus duas canções que me saíram assim, como se fácil fosse, música e letra. Ambas sofríveis, mas representaram o passo inicial de um cambota compositor capenga — como sou até hoje. Nunca legitimado, mas que se sente no direito de exercer o ofício mesmo sem legitimidade. Entretanto, no que se refere a “letras”, no sentido de traquejo com a palavra — escrita, deixemos claro —, sempre me considerei bom. Retifico: sempre me percebi bom. Desde a primeira redação, ainda na época de estudante, quando percebia que a classe inteira ficava aterrorizada ao passo que eu “gozava” daquele momento, percebi que aquilo me agradava. E mais que isso. Não era só a sensação que me causava, mas a resposta prática que eu dava àquela sensação. Uma pessoa pode se sentir bem fazendo algo e nem por isso ser competente no assunto. O que percebi, falando de meu caso, era que, além de me sentir bem fazendo aquilo, também pude perceber que o fazia com talento e facilidade e que o que eu escrevia de alguma forma agradava, ou sensibilizava, quem lia. Só que daquele momento até a supracitada noite de 1993 se passaram muitos anos. E, mesmo tendo facilidade com a escrita, demorei uns dois ou três anos fazendo letras sofríveis até perceber que tinha “sacado” o jeito de escrever letras pra canções.

Érico Baymma: Você costuma mais fazer letras sem música ou tem mais facilidade de letrar melodias? O que lhe é mais conveniente ou mais difícil de fazer?

Léo Nogueira: Quando comecei, como não tinha parceiros, fazia música e letra ao mesmo tempo — nessa época em que era tudo muito sofrível; embora eu só tenha percebido isso depois, pois, como naquele momento não conhecia ninguém do meio que me auxiliasse, achava — como a maioria acha no começo — que tudo era muito lindo e maravilhoso. Pouco tempo depois, conheci o cantautor Élio Camalle, com quem comporia futuramente mais de uma centena de canções, e foi ele quem me abriu os olhos pra algo que me faltava: originalidade. Como eu compunha só, e como adorava Chico Buarque, o que criava não passava de cópia barata. Ao conhecer Camalle e com ele trocar ideias, percebi que precisava procurar minha verdade. Voltando à pergunta: Camalle curtia musicar letras, então me acostumei a lhe enviar letras pra que ele as musicasse. Um tempo depois, conheci a japonesa Kana — com quem viria a me casar —, que me forçou a exercitar o processo inverso, ou seja: ela me enviava as melodias pra que eu as letrasse. Confesso que no começo, como estava acostumado a fazer a letra primeiro, fiquei um tanto apavorado com a “obrigação” de trabalhar em cima de uma métrica fechada, mas, com o tempo, acostumei-me, e hoje é como prefiro trabalhar. PS: Hoje, com alguns parceiros, como, por exemplo, Adolar Marin e Marcio Policastro, também é comum acontecer de criar tudo a quatro mãos. E até — isso é mais raro, mas também acontece — eu musicar letras alheias.

Érico Baymma: O fato de ter-se tornado escritor lhe facilitou no ponto de fazer letras? Pergunto isto por ter ouvido o Lenine falando que notou que ao fazer suas letras ele fazia contos, mas como músico tinha a necessidade de fazer romance, e fez trilhas sonoras para o ballet Corpo, sem letras.

Você já fez alguma letra que tenha sentido este lado de ter feito um romance, pela letra realizada?

Léo Nogueira: Acredito que nessa resposta do Lenine ele fez poesia (rsrs). Em meu caso, considero duas coisas completamente diferentes e não acho que nenhuma delas interfere na outra. São mecanismos cerebrais distintos — e aqui me vejo obrigado mais uma vez a citar Chico Buarque, pois concordo com ele, que diz que quando escreve romances não compõe e vice-versa. Eu, como não tenho a “mordomia” dele, vejo-me às vezes obrigado a fazer ambas coisas ao mesmo tempo, mas, enfatizo, considero duas coisas distintas. Claro que, quando trabalhamos com a palavra e nos esmeramos, o que fazemos acolá reflete no que fazemos aqui, mas são criações artísticas distintas, por isso muitos escritores não conseguem fazer letra e vice-versa. Entretanto, em algumas ocasiões as letras surgem com um enredo que pode sugerir um conto; fazê-lo é que são elas.

Érico Baymma: Como foi para sua produção o agrupamento no Clube Caiubi, em termo de afetar a sua produção? O conjunto de pessoas lhe trouxe contribuições ou foi o conhecimento de tantas pessoas que lhe foi oferecendo mais e mais parceiros, já que sabemos que você, não sendo músico, seria o letrista?

Léo Nogueira: Eu já tinha uma obra — fraca, é verdade — antes do Caiubi, mas seria injusto se não reconhecesse que minha vida mudou radicalmente depois que pisei pela primeira vez naquele espaço. Explico: antes do Caiubi, eu tinha poucos parceiros, como Kana, Camalle, Adolar, Daisy Cordeiro e Fernando Cavallieri, mas, como boa parte deles também fazia letras, eu via que as minhas tinham pouco campo de ação. Por exemplo: Camalle e Cavallieri, quando gravavam discos, preferiam gravar canções cujas letras fossem suas. Naturalmente. Então, como não cantor e não instrumentista, eu me via sempre no banco de reservas; cheio de amor pra dar, mas com raras oportunidades de fazer um gol — usando a linguagem futebolística. Daí que, quando cheguei ao Caiubi e me deparei com uma gama de compositores com necessidades múltiplas — e múltiplas oportunidades a oferecer —, vi que ali havia um espaço generoso em que eu poderia explorar meus dons ao mesmo tempo que era “contaminado” pelos dons alheios. Ou seja, havia uma competitividade benéfica, que gerava uma inveja criativa que se transformava sempre em novas canções. Ali, descobrimos uma usina de canções que viraria uma maravilhosa bola de neve… Infelizmente, veio logo o verão…

Érico Baymma: Interessante o que falou a respeito do Elio Camalle lhe dizer sobre sua própria voz. Você se sente como tendo encontrado a sua linguagem? Tem algum tema preferido que goste de estar desenvolvendo ou é de acordo com o parceiro? Observando o cenário todo, você afirmaria que há compositores apropriados pra sua linguagem/voz/identidade ou acha que estamos num momento de procura dessa voz?

Léo Nogueira: Dentro do universo da música, na verdade me considero bastante promíscuo; tenho uma gama enorme de parceiros/as. Como frisei acima, visto que não canto procuro me colocar no lugar de quem irá cantar o que escrevo. Sim, claro, com o tempo desenvolvi um estilo e, como todo mundo, tenho mais facilidade de falar sobre X que sobre Y, mas também aprendi a ser uma espécie de ator da composição, ou seja, um profissional que se molda à personagem — entendendo por personagem nesse caso cada parceiro e sua necessidade/preferência de temas. Entretanto, e raramente, é possível que eu queria falar de algo e que esse algo venha acompanhado de uma melodia que, por eu achar interessante, mantenho. Embora saiba que será provavelmente um filho que terá menos oportunidades no futuro, pois, se eu não canto — e hoje em dia são raros/as os/as intérpretes que não compõem —, essas canções acabam num buraco negro; mas nem por isso têm menos direito à existência. Sobre a segunda parte da pergunta, nesse caso não sou eu quem percebe, mas eles/elas. Por exemplo — sem citar nomes —, há compositores/as que adoro com quem no entanto a parceria não fluiu, muito provavelmente porque a recíproca não era verdadeira.

Érico Baymma: Como vem acontecendo contigo em sua produção lítero-musical, agora que não está em SP e rodeado de tantos compositores, que é algo que realmente nos motiva a estar sempre no exercício do ofício? É difícil para você estar longe ou lhe vêm letras que manda para musicarem com facilidade, ou mesmo para a Kana musicar?

Léo Nogueira: Eu poderia ser hipócrita e dizer que graças a Deus vivo numa época em que a tecnologia me permite fazer parcerias a distância com muito mais facilidade que meus antecessores. Sim, eu — e todos os demais compositores da atualidade — tenho essa facilidade, e me empenho em me aproveitar dela, mas confesso que, como sou um compositor à moda antiga — e mais ainda em se tratando de tempos de pandemia e de natural distanciamento —, sinto muita falta de estar com um/a parceiro/a num mesmo espaço físico, trocando ideias, bebendo, rindo, enfim, exercendo “a arte do encontro”, que sempre foi um fator predominante em minha arte. Quando comecei, por vergonha — e, por que não?, certa vaidade — tinha dificuldade de compor junto com alguém, mas depois que desvendei o prazer de “fazer junto” nunca mais fui o mesmo. Seria, com o perdão da comparação, a diferença entre a masturbação e o sexo. Portanto, sim, a distância me oprime, mas uso das armas de que disponho, e nesse caso a tecnologia é minha amiga. Em relação à Kana, como ela tem dificuldade de musicar letras, dependo de sua produção de melodias pra fazer minha parte.

Érico Baymma: No que tem ouvido de música brasileira, o que acha da produção atual? É fácil identificar autores com propriedade de seu ofício ou é um momento em que há um vácuo de procura de linguagem, temas, incluindo sonoridades?

Léo Nogueira: Vou tentar tomar muito cuidado ao responder a essa questão, porque, como já fui vítima dela no passado, não quero agora ser injusto. Uma coisa é eu gostar ou não do que se faz hoje, ou eu conhecer ou não… isso só diz respeito a mim na condição de público, ouvinte e coisa e tal. Agora, outra coisa é a comparação: os nostálgicos dizem “bom era no meu tempo”, mas a verdade é que a música — e a arte em geral — é fruto/reflexo de seu tempo, e em todas as épocas houve gente boa e gente ruim exercendo seu ofício, gente que se vendeu ao mercado e gente que se manteve fiel a suas convicções. A diferença é só de oportunidades. Veja o caso do Clube Caiubi: tenho certeza de que, se tivesse surgido na década de 1970, tenho certeza de que teria tido a mesma sorte de um Clube da Esquina ou uma Tropicália. Não choro as pitangas, mas que foi/é um desperdício de talento, isso é. Azar do público… e desses compositores todos, em sua maioria muito bons, que não tiveram possibilidade de visibilidade em nível nacional. Enfim, não tendo a quem culpar, culpemos a nós mesmos… Pra encerrar, hoje a tecnologia avança a trem-bala, e até há bem pouco tempo avançava a passo de cágado, isso oferece oportunidades e desafios maiores aos novos compositores. Antigamente, um sujeito ouvia Milton e podia ser influenciado por ele e descobrir seu som em uma década. Hoje, um cara de 20 anos praticamente já tem que chegar pronto ao mercado, porque se ficar dez anos surfando na onda, de um, por exemplo, Lenine, terá perdido o “trem-bala do tempo”. Isso porque, como o CD caiu em desuso, cada canção apresentada tem de ser A CANÇÃO. Caso contrário, o ouvinte vai procurar outras opções.

Érico Baymma: A que ponto você considera que sua letra induza a uma produção sonora? Tem acontecido de que suas letras recaiam em parceiros que as produzam com sonoridades que você imaginava?

Léo Nogueira: Uma coisa da qual me gabo — e que o próprio parceiro (o saudoso) Tavito afirmava — é que sempre compus com métrica e versos de fácil, digamos, sonorização. Tenho a linguagem musical em mim, embora não seja instrumentista. E geralmente, quando faço a letra antes, faço-a cantarolando — quase sempre, melodias sofríveis que aborto de cara… mas vez em quando se salva uma —; portanto, quando as envio aos parceiros, estes têm facilidade de musicá-las. Claro que entre a facilidade de ser musicada e a originalidade ou o interesse da temática vão outros 500. Compor uma letra melódica não é sempre sinônimo de compor uma boa letra. Há letristas que conheço que vira e mexe compõem uma letra “dura” que no entanto é linda, daí o melodista vai ter só o trabalho de cortar as arestas, mas sabe que dali certamente sairá uma bela canção com um tema relevante. Enfim, há estilos e estilos. No final, o que importa é que haja sintonia entre quem letra e quem musica. Finalizando, é claro que muitas vezes o resultado não é o que eu esperava, mas às vezes sai algo diferente, porém belo. E procuro ser sincero quando não gosto. Até porque dou aos parceiros essa mesma liberdade. Parceria sem sinceridade não vinga.

Érico Baymma: É uma realidade dura que estamos passando no campo da música com a “extinção” dos CDs e o monopólio dos serviços de streaming. Você falou em fazer por prazer o seu ofício. Talvez agora tenha que ser mais ainda por prazer, não? Ou você vislumbra algo para nosso mercado?

Léo Nogueira: Eu e os “meus” sempre estivemos à margem do mercado. O monopólio muda de mãos, mas continua sendo monopólio. Os tempos mudam e com eles os problemas, mas quem está por cima continua por cima e quem está fazendo sua correria continua fazendo sua correria. Talvez a grande diferença de nossos tempos é que minha galera bancava as gravações sonhando em depois, com o CD pronto embaixo do braço, conseguir recuperar, ao menos em parte, o investimento com a venda das “bolachinhas”, e agora, como ninguém mais compra CDs, esse “retorno” ficou mais difícil; em contrapartida, muita gente consegue gravar seus trabalhos em casa, o que barateia os custos… Lembrando que sou letrista, ou seja, sempre pertenci à parte mais vulnerável no que se refere à divisão do bolo… Enfim, realmente não creio ter uma resposta digna pra essa sua pergunta. Pergunte-me de novo daqui a dez anos, pode ser?

Érico Baymma: Está sendo feito um disco cujas letras são todas suas e no qual tenho a honra de participar. Isto é um grande mérito, considerando ainda mais estarmos em plena pandemia, como ser o primeiro disco de autor, o que é raro acontecer, né? Como você se sente com esse disco e teria algum outro projeto relacionado a seu cancioneiro que esteja sendo gestado em sua mente, além, claro, dos livros que você sistematicamente produz e lança?

Léo Nogueira: Agradeço por ter feito essa pergunta, pois é uma oportunidade de deixar registrada aqui minha imensa gratidão aos queridos Augusto Teixeira e Leo Costa (os produtores do disco), que, ocupados que sempre estiveram com mil projetos, tiveram a generosidade de dispor de um tempo pra criar um trabalho tão maiúsculo em cima de minha humilde obra. Tivesse a ideia partido de mim, teria achado cabotina; mas, como partiu de duas pessoas cujos trabalho e qualidade admiro, é-me impossível não me sentir, até ridiculamente falando, envaidecido. Ainda mais sabendo da quantidade/qualidade das pessoas envolvidas, muitas das quais abriram mão de seu merecido cachê só pra fazer parte do projeto. Se eu não quisesse viver até os 110 anos, diria que já posso morrer tendo deixado pra posteridade uma obra de qualidade indiscutível — apesar das letras (brincadeirinha).
Sobre a segunda parte de sua pergunta, queria acrescentar que fiquei tão imbecilmente orgulhoso com esse presente, que numa noite de porre até vislumbrei a possibilidade de comemorar meu cinquentenário lançando um disco eu mesmo cantando. Claro que no dia seguinte, passando o porre, a ideia foi esmagada pela ressaca, mas nunca se sabe… Ainda mais quando é de conhecimento geral que quanto mais envelhecemos mais vamos perdendo o senso do ridículo — ou mais nos vamos lixando pra ele… O contrapeso da balança é justamente meu trabalho como escritor: aproveito pra acrescentar que estou com mais dois romances prontos aguardando oportunidade de lançamento e, fora eles, estou escrevendo simultaneamente três livros: mais um romance, um livro de contos e outro de memórias literárias. Só espero ter saúde — e grana — pra viabilizar tudo isso.

Érico Baymma: Você faz parte de uma geração que começou sua produção no novo século. O que você teria a dizer sobre a música brasileira nestes tempos, em termos musicais e lítero-musicais?

Léo Nogueira: Corrijo seu comentário enfatizando, como frisei acima, que comecei a compor em 1993; portanto, sou um compositor “sobrevivente” do século passado. Sobre a pergunta, creio já ter respondido acima, mas, pra não deixar um vácuo, acrescento apenas que estou muito bem acompanhado de parceiros, e, aos que acham que bom mesmo era no seu tempo, convido a deixarem de lado a preguiça e procurarem com afinco; não irão se arrepender. Podem começar pelos tantos nomes que já citei nesta entrevista. Enfatizo que há muita vida inteligente longe das grandes gravadoras, que, aliás, agonizam.

Érico Baymma: Agradecendo a sua disponibilidade para o Toada.com.br, você teria algo a acrescentar para a moçada que o lê, que faz ou deseja entrar no ramo musical, seja como músico ou letrista, ou ambos? E para o público em geral?

Léo Nogueira: Começo pelo fim. Ao público eu diria que sempre quem quis descobrir preciosidades precisou garimpar. A tecnologia, embora tenha facilitado o acesso, tornou essa busca mais árdua, pois hoje é mais difícil garimpar tendo tanta pedrinha imiscuída entre as joias. Mas garimpar é preciso; sempre foi. A quem deseja entrar no ramo, não me vejo na condição de quem possa dar conselhos, visto que eu mesmo, depois de tantos anos, ainda me noto como um cego num eterno tiroteio. Só acho — e isso é puro achismo — que, como cada um sabe de suas prioridades, que arque com elas. Não existe caminho fácil nem manual. Às vezes o cara lê a biografia do Roberto Carlos e acha que é só seguir os passos do “rei” pra chegar ao sucesso… e quebra a cara; outras vezes, fulano tá nem aí, faz tudo errado, caga pro mercado… e vira sucesso. É questão de estrela, sorte, estilo, teimosia, conchavo, grana, acaso etc. etc. Ou nenhum dos itens anteriores.
E por último, mas não menos importante, queria agradecer a você pelas perguntas inteligentes e ao Toada.com.br pelo espaço e pelo interesse. E vida longa a ele e a todos os outros que ainda nadam de braçada contra a corrente. Como escrevi numa canção antiga, parceria com uma amiga argentina, Marcela Viciano, “la ley de la gravedad miente, los peces van río arriba”.

Ah, por último, se me permitem fazer uma propagandinha, gostaria de convidar os leitores a procurarem por meus dois romances lançados, Filho da preta! e A Confraria dos Mascarados, visitarem meu blogue (http://oxdopoema.blogspot.com) e, em querendo conhecer um pouco mais meu trabalho de compositor, ouvirem a playlist que criei no Spotify, Nogueira aos pedaços (https://open.spotify.com/playlist/2ymI30w6DzMZDyqF2wu7dB?si=Iw2Yxu7xTsO0oJGNrHOYbQ).

Abraços gerais e, se puderem, fiquem em casa, de preferência lendo um livro ou ouvindo um som, quiçá de minha lavra.

Érico Baymma: Meu muito obrigado a você, querido amigo e profissional das letras que tanto admiro: o querido Léo Nogueira, pessoa tão querida e múltipla em alter-egos versados em canções gravadas por nomes diversos, de pessoas do mainstream ao “marginal” Clube do Caiubi cujo agregado de talentos, creio com sinceridade, haverá de ainda reverberar em grandes obras para nossa música brasileira. Meu enorme abraço a você, desejando que suas realizações sejam produzidas e que muitas canções nasçam de suas letras maravilhosas. É uma honra tê-lo como um de meus melhores amigos com quem troco informações as mais diversas e divertidas, passeando do superficial ao mais profundo da existência. Grato, Léo!, em meu nome e de toda a equipe do Toada.com.br!

Por:  Érico Baymma
Agosto de 2020