Eulália Figueiredo

 

Por: Solange Castro

Ela é uma das assessoras de imprensa mais requisitadas do Rio de Janeiro. Profissional séria, respeitadíssima, detentora de rara cultura e inteligência rara, é, acima de tudo, muito simpática e com o bom humor digno dos “gênios”.
Conseguimos coloca-la “do outro lado da linha” (foi uma luta!!!) e ela nos concedeu esta entrevista exclusiva…
Obrigada, Eulália – foi ótimo entrevista-la…

Solange Castro

Solange Castro – Eulália Figueiredo – uma das mais cobiçadas assessoras de imprensa do Rio de Janeiro – é uma honra tê-la conosco… Obrigada por aceitar nosso convite..

Eulália Figueiredo – O prazer é, inteiramente, meu.

Solange Castro – Eulália, quando você começou a fazer assessoria de imprensa?

Eulália Figueiredo – Por total acaso e como assistente de uma assessora famosíssima até hoje chamada Ivone Kassu. Na verdade, naquela época (há exatos 30 aninhos) era professora do filho da Ivone e dava aulas de educação física (rsrs) no prédio dela. Fui apresentada à Kassu por uma grande amiga em comum chamada Vera de Almeida. Uma jornalista maravilhosa e que nos deixou, recentemente. Vera me ensinou, inclusive, a redigir, fazer releases. Como sabe, a linguagem jornalística é diferente e não tinha a menor idéia disso. Verinha também tinha sido assessora de muita gente boa. Bethânia, Gonzaguinha (que até a chamava de mãe) e era muito amiga tb do Arthur Laranjeira, marido da Ivone na época e que foi um grande jornalista e diretor (lembra-se de “Milagre dos Peixes”, com Milton Nascimento?) Foi dirigido pelo Laranjeira… que é pai do André Kassu, um músico hoje premiado que foi meu aluno de natação e “melhor amiguinho” que tive naqueles tempos. rsrs…
Bem, como dava aulas no prédio deles, a Ivone sempre me chamava para um papinho ou um lanche. Numa dessas, o assistente dela – pra lá de inadimplente – começou a faltar, deixá-la na mão. Como eu já havia trabalhado em muitas outras coisas, sabia datilografia (também me ajuda hoje, no computador) e me virava muito bem nos afazeres pertinentes a um escritório… rs…
Começamos assim uma relação profissional que durou anos, uns 4 ou 5 se não me engano. Com a Kassu conheci o melhor da MPB e cheguei a ter a felicidade de conviver com os maiores nomes desse país. Milton, Fafá de Belém, Bethânia, Gal, Simone, Gonzaguinha…e Elis! Também Roberto Carlos, o Renato Aragão (com quem trabalhei na Indie Records tempos depois) e um outro grande ídolo, Nana Caymmi…
Bom, foi um início deslumbrante, não é? E, por outro lado, também tive que aprender a controlar o meu lado fã – que todos têm. Trabalhar com uma galera dessas parecia um sonho. Mas não foi tão difícil assim porque, felizmente, tive uma educação muito bacana e aprendi com os meus pais a respeitar privacidades, limites. Por mais que admirasse ou mitificasse alguém, sabia me comportar frente a esse ídolo.
Com isso fui ganhando a confiança e o respeito das pessoas… e, claro, aprendendo que também são humanos, normais como todos nós. E, afinal, estava ali para trabalhar e não fazer tietagens, né? rsrs

Solange Castro – É, o convívio com os “gênios” que nos fazem sonhar e delilar o melhor da nossa Arte é delicado no início…
“Escola” de primeira, portas abertas e oportunidades que você soube muito bem administrar, perfeito! E como foi o início da sua trilha “sozinha”?

Eulália Figueiredo – Depois da Kassu, resolvi encarar a trajetória solo…com a cara e a coragem. Por intermédio de grandes amigas – a Solange Boeke e a cantora Joanna conheci a Lucinha Araújo, que acabou me recomendando para trabalhar numa gravadora chamada Tapecar, do Manolo Camero (com quem trabalhei depois na RCA/BMG). Fui parar lá e acabei ficando amiga da Marina Ghiaroni (que depois me chamou para a RCA e com qual voltei a trabalhar em 2006, pois a Marina é empresária da Fafá de Belém (da qual voltei a ser assessora particular de imprensa). Da Tapecar fui parar na RGE, quando a Som Livre incorporou a extinta gravadora (que foi dirigida por Durval Ferreira). Trabalhei lá numa época fervilhante de boas novidades. Minhas amigas Sandra de Sá, Fhernanda e Fafy Siqueira (que virou atriz posteriormente) fizeram discos maravilhosos por lá…e o primeiro disco da Marília Gabriela, o antológico feito pela Lucinha Araújo são dessa ocasião.
E o melhor e mais cômico: fui chefe do Cazuza! Era meu assistente!!! Eu brincava com ele, dizia que não queria nada com o trabalho, etc e tal…e ele, por mais incrível que pareça, trabalhava mesmo…fazia releases, acompanhava artistas nas entrevistas…E descobri nele um amigo lindo e extremamente carinhoso…
Da RGE, pela qual passei em duas épocas diferentes, fui parar na antiga RCA (depois BMG) pelas mãos de Marina Ghiaroni. Foram cerca de 9 a 10 anos maravilhosos! A BMG foi uma escola e uma esplêndida casa… aliás, tenho muitos amigos desse tempo…e muita saudade também! Infelizmente, gravadoras são como cargos políticos ou times de futebol… rsrs… Um belo dia, caíram todos…e o staff foi totalmente mudado.
Resolvi encarar, de novo, a carreira solo. Dessa vez, felizmente, já sai da gravadora com belas propostas de trabalho. Alcione (com quem tenho a honra de trabalhar há 22 anos) foi a primeira a me convidar para assessorá-la particularmente. Depois vieram a Fafá, a Joanna e a Selma Reis… ah, sim… e o Nelson Gonçalves! Portanto, como vê, comecei com o pé direito!
Nesse tempo – em meados dos noventa – tive a felicidade de ser convidada para trabalhos incríveis e de conhecer pessoas que jamais imaginaria. Divulguei espetáculos teatrais e de dança, shows, seminários, o escambau. Trabalhei, inclusive, com algumas Cias. magistrais como a “Orquestra Brasileira de Sapateado” e a “Vacilou, Dançou”. Também fui contratada para assessorar um espetáculo belíssimo da Cia. Ballet da Coreia… Mas o que me causou mais frisson (pensei até que fosse brincadeira quando me ligaram para contratar meus serviços) foi fazer o trabalho de divulgação e promoção do show de M. Baryshnikov, no Teatro Municipal do RJ. Fui indicada por alguns amigos paulistas (principalmente, a Miriam Martinez) para a empresa que trouxe o bailarino naquela turnê. Imagine…nem naqueles melhores sonhos, poderia pensar na remota hipótese de conhecê-lo…que dirá trabalhar com ele…quase cai dura quando descobri que não era pegadinha. rs… Tenho, até hoje, uma foto dele na minha parede do escritório…rsrs..

Solange Castro – Pode até ter causar frisson (com razão, convenhamos), mas com a seriedade que você leva teu trabalho não me espanta em nada…

Eulália Figueiredo – Obrigada, querida…mas que parecia um sonho, parecia…rsrs
Mas, para falar a verdade, tive poucos receios nesse sentido…em relação a artistas, digo. Acho que a “prova de fogo” maior foi com a Elis…Eu acho, até hoje, que ela pode ser incluída entre as maiores cantoras de todos os tempos..aqui e no mundo. E temia me decepcionar ao conhecê-la…falavam muitas coisas sobre o temperamento dela…Entretanto, apesar da minha juventude e inexperiência naqueles tempos, tive a alegria de partilhar durante um bom período com ela e de ver tudo correndo de forma absolutamente natural. Felizmente, só conheci uma Elis compatível com a imagem que tinha dela.
Depois de anos fazendo assessorias particulares e apesar de ter quase jurado que não voltaria para gravadora nenhuma, fui “conquistada” pela Indie Records. A Cia., além de grandes amigos como o Liber Gadelha, a Stela Nascimento, Alexandre Martins e Renato Costa, tinha uma proposta tentadora… em diversos sentidos. Apostei quase sem pensar e fui muito feliz por lá. Foram 9 anos de muito trabalho, suor… mas, principalmente, de muitas alegrias e sucesso. Fizemos alguns pequenos “milagres” na cia. Lançamos gente maravilhosa, como a Luiza Possi, o Vinny…Relançamos artistas que andamos meio escondidos da mídia, conseguimos fazer que muitos deles – considerados maus vendedores – explodissem nas lojas. Alcione voltou ao topo da mídia, Jorge Aragão virou fenômeno de vendas, Luiz Melodia conquistou seu primeiro disco de ouro. Fizemos projetos lindos como Fagner e Zeca Baleiro, com Erasmo Carlos…e o CD da Gal dessa ocasião??? era lindo!
A Indie tb era uma “casa” linda mas, como na BMG, houve uma natural “troca de técnicos” (tb funciona como o nosso futebol e não só como a política). Dessa “casa”, que também foi uma bela escola para os que passaram por ela, também levo novas amizades na bagagem. E mais um pouquinho de experiências, né?

Solange Castro – Pouquinho? É um grande pedaço da sua vida profissional…

Eulália Figueiredo – Agora estou, de novo, na estrada. Como sempre, contando com o carinho de artistas maravilhosas que me contrataram logo que souberam que havia saido da Indie. A Ghiaroni me convidou para fazer a Fafá de Belém, com a qual estou trabalhando pela quarta vez… A primeira foi na época da Kassu, depois na BMG e quando saí da gravadora nos anos 90… Alcione já falou comigo no próprio dia do desligamento, do aeroporto. A Marrom estava indo para Portugal e me tranquilizou dizendo que eu “não era uma qualquer” (rsrs). Ao voltar, acertamos tudo e fui contratada para fazer sua assessoria particular.
No caso da Isolda, ela havia me telefonado de SP (onde mora) para me sondar sobre a possibilidade de um trabalho. Ainda estava na Indie quando ela me ligou…queria uma indicação de assesssoria porque confiava em mim porque somos amigas há mais de 20 anos… Como já imaginava, pelo andar da carruagem, o que iria ocorrer em breve, pedi um tempinho pra ela. Tão logo fui liberada da Cia., liguei pra Isolda e fiz questão de abraçar a causa dela. Como sabe, a Isolda nunca quis aparecer. Mas agora, está lançando um selo, um disco, uma gravadora, um livro, um site… como poderia fazer isso sem se expor? rsrs…
A Telma Tavares, como bem sabe, é tb uma grande compositora e cantora. Além disso, tb tem se dedicado aos programas de rádio com extremo empenho e está conseguindo um belo sucesso com isso. Telma é uma daquelas artistas que fazem a gente acreditar que vale a pena lutar pela boa música, pela cultura…e que ainda existe gente decente no mundo. Por isso, abraço a causa dela com um carinho absoluto, como vc tb não desconhece.

Solange Castro – Com certeza – estou aguardando a primeira agenda aberta dela para entrevista-la…

Eulália Figueiredo – ah, claro…Telma está todos os dias, de segunda a sexta, das 16 às 17 horas, na 94 FM – Roquete Pinto, ao lado de Noca da Portela, Riko Dorilêo e João Carlos num programa chamado “Samba que te quero Samba”.
A mais bela novidade é que acabei de fechar com a minha também grande amiga Leci Brandão. Leci, que conheci desde o início de nossas carreiras, tb já fez parte do meu escritório e fui muitas vezes contratada por ela para trabalhos particulares. E, como está lançando seu primeiro DVD agora, convidou-me para assessorá-la.
Por falar em DVD, vale registrar que Fafá estará lançando o primeiro dela em fevereiro. Um DVD que tem participação da talentosa filha Mariana Belém e de um prestigiado cantor paraense chamado Walter Bandeira.
Quanto à Alcione, além de estarmos todas muito felizes com a escolha da nova faixa de trabalho do DVD/CD, a música – “Corpo Fechado”, de Telma Tavares e Roque Ferreira, vale registrar que seus mais recente trabalho – Uma nova paixão, ao vivo – já está reeditando todo o sucesso de seus últimos álbuns e dvds. A nova canção também já consta da maioria das listas de programações das emissoras de rádio em todo o país.
Enfim, o ano de 2006 pra nós foi muitíssimo bom e já antevemos um 2007 de muito sucesso…se Deus assim o permitir!

Solange Castro – Claro que permite – ele é Pai, e você não dá muito trabalho para Ele – rs…
Eulália, é uma bela carreira – conta segredinhos – momentos mais hilários…

Eulália Figueiredo – Xiii… existem coisas do “arco da velha”, mas algumas são meio impublicáveis… rsrs..

Solange Castro – Conte algumas “publicáveis”…

Eulália Figueiredo – Bom, quer uma na base da saia justa? Tá bom…vamos lá…
Uma outra artista que tb me “intimidava” um pouco era Bethânia. Tinha trabalhado com ela na época da Kassu…mas não estava “evidente”, era apenas uma assistente da Ivone…Mas foi um tempo razoável e achava que ela sabia quem eu era muito bem (rsrs). Num belo dia, tempos depois, voltando do almoço, chego no prédio para pegar o elevador que me levaria ao escritório da BMG, onde trabalhava. Naquele momento, infelizmente, estava com a “avó atrás do toco”, como dizia minha mãe. Estava chateada, aborrecida, revoltada com uma demissão de alguém…que, sinceramente, nem me lembro agora quem era. Tinha “baixado em mim um espírito quixoteano”! E, como os problemas chegam, geralmente, acompanhados, quase criei um brabíssimo pra mim! Cheguei na fila do elevador e encontro a minha querida Marrom – feliz e sorridente – com Maria Bethânia…Iriam, claro, à gravadora. Alcione era de lá e Bethânia (soube depois) iria ser em breve.
Quando a Marrom me apresentou à Bethânia e ela me disse que “achava que já me conhecia”, o tal “espírito” baixou… Fui meio indelicada e ambas perceberam isso. Respondi que deveria sim me conhecer porque já havia trabalhado com ela, anos atrás… Só que de forma meio ríspida, indelicada mesmo… Seguimos em frente (aliás, para o alto pois estávamos no elevador) e fui embora pra minha sala… e elas pra uma reunião com o presidente da cia. Dias depois veio a “bomba”… Bethânia era a mais nova contratada da gravadora! Claro que me senti “na rua”… Nosso encontro posterior foi na coletiva de imprensa que organizamos para ela…Achava que seria a primeira…e a última! Felizmente, fui “abençoada” por sua compreensão…Ela me tratou até carinhosamente durante a coletiva. Mas me lembrou que eu estava bem mal humorada em nosso encontro anterior!!! Só que me disse isso de maneira gentil. E também que entendia perfeitamente, “que todos nós temos nossos dias ruins”…

Solange Castro – Eulália, todas nós temos nossos “tpms”, não acho que isso seja demérito – claro que ser ‘indelicada’ é nada interessante, mas que bom que foi com alguém com tanto carisma, segura de si mesma… E também um detalhe: ela vem de família de muitos irmãos, certamente aprendeu a lidar com o cotidiano humorísticos de muita gente – rs…

Eulália Figueiredo – Eu tenho uma foto dessa coletiva e da hora em que ela me disse isso…tá hilária! A foto é do Fernando Seixas, lembra dele?

Solange Castro – Sim…

Eulália Figueiredo – O mais engraçado disso tudo é que sou considerada uma “diplomata” por natureza…por isso foi mais insólito….

Solange Castro – Você é a delicadeza em pessoa…
Eulália, como você vê o momento musical no Brasil hoje?

Eulália Figueiredo – Razoável. E não por saudosismo não. Apesar de ter vivenciado algumas das épocas áureas da MPB, não é por isso não. Os problemas são inúmeros. Gravadoras falindo, pirataria a todo vapor e, de vez em quando, cada modismo que é esculhacho só, né não? Por outro lado, visualizo coisas muito legais. Talentos existem sim – e muitos…e os caminhos começam a aparecer. Atualmente, ficou muito mais fácil gravar um disco, divulgá-lo em mídias alternativas…Antigamente, ficávamos bitolados pelas leis da indústria fonográfica e seus pares… Hoje não… surgiram e surgirão opções daqui pra frente… e cada vez mais. Pelo menos, espero… Precisamos de uma compensação não é?
Fora isso, vale registrar o esforço de jovens talentos que estão ajudando na propagação da música de qualidade e de rítmos que ficaram esquecidos por muito tempo. Por exemplo, cantoras, instrumentistas e compositoras como a Luciane Menezes e a Ana Costa – que pertenceram a um grupo feminino que ajudei a criar chamado “Jogo de Cintura” – são autênticas batalhadoras e permeiam suas trilhas como
guerreiras…são defensoras da música, do samba de qualidade. Do samba, jongo, do choro…E não estou divulgando nada não, viu? É apenas constatação mesmo…

Solange Castro – Com certeza “talento” não falta no meio musical brasileiro – aqui no Alô, como sempre digo, recebemos obras belíssimas, muitas de Selos independentes, outras “feitas na cozinha”, com um esforço ímpar dos novos talentos…
Creio que os veículos de comunicação impedem um tanto que nosso povo conheça tanta “Arte”, mas estamos na luta…
O disco da Luciane, por exemplo, é ‘impecável’…

Eulália Figueiredo – Exatamente. A criação de movimentos independentes, de selos, obras descompromissadas com o mercado…Tudo isso tem ajudado a alimentar a verdadeira cultura nacional. E, cada vez mais, com certeza, isso irá crescer e maturar, dar bons frutos…

Solange Castro – Bom, nós aqui estamos divulgando tudo que conseguimos… Vamos ver se os diretores das rádios e majors se tocam, ‘pensem’ um pouco e abram espaço para esse ‘novo’ mercado, completamente diferente do modelo antigo…

Eulália Figueiredo – A Luciane, como diz a Marrom, “bateu uma perna” por aí e aprendeu um bocado de coisas bonitas para nos mostrar… É o pedido que faria para um ano novo ainda mais feliz. Não como pedido individual, pessoal ou extensivo apenas aos amigos ou clientes. Sonho com maiores e melhores espaços para todo um universo de talentos que andam por esse país. Talentos que merecem ser vistos, ouvidos, reverenciados e que precisam apenas de uma oportunidade.

Solange Castro – Perfeito, Eulália!
E quando esses novos (e veteranos) “talentos” precisarem da tua experiência e do teu trabalho, como te encontram?

Eulália Figueiredo – Ah, é importante dizer isso. Jovens – e veteranos – talentos. Não tem nada a ver com idade isso.

Solange Castro – Cartola “começou” aos 60…

Eulália Figueiredo – Para quem quiser me contactar, é só enviar e-mails para: eulaliaf@uol.com.br. É o método mais eficaz (rs). Se não responder, é porque não recebi a mensagem, ok?
Lógico. Eu, por exemplo, tenho 30 anos de trabalho e procuro estar sempre antenada. Se ficarmos grudados aos bons e velhos tempos, nossos ídolos continuarão os mesmos. E, como tb já dizia a mesmíssima canção, “o novo sempre vem”. Por isso, ainda considero Elis não apenas uma grande cantora, mas um exemplo de atualidade, modernidade. Ela, bem lá atrás, já dizia isso com total propriedade.

Solange Castro – com diz: Perfeito!

Eulália Figueiredo – Beijos pra vc e seus leitores. Um lindo 2007 pra todos vocês! Eulália Figueiredo

Solange Castro – Um beijo, Eulália. Um grande ano para você…

 

Março de 2007